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II COPA PERNAMBUCO – 1964

  • 8 de mar. de 2019
  • 3 min de leitura

Assim como a primeira Copa Pernambuco, a segunda tem seus perrengues para começar, muitas das reuniões marcadas não acontecem devido à escassez de ligas interessadas, mesmo com o sucesso da pioneira. O grande problema ainda era a falta de maturidade financeira que já existiam e também um certo apoio da FPF, não adiantava somente cobrar das ligas sem antes dá um suporte, contudo o patrocínio na competição já era muito para a Federação pernambucana de Futebol. É bom ressaltar que essa competição além de ser intitulada como Taça Pernambuco, neste ano foi chamada oficialmente pela entidade máxima do futebol estadual de COPA ELÁDIO DE BARROS CARVALHO, em homenagem ao presidente do time Náutico Capibaribe.

Um grande exemplo do que falo é que a Liga que teve o clube campeão de 1962 não mandou nenhum representante, simplesmente se absteve da competição, assim como outras grandes ligas da época como a de Belo Jardim. Dessa forma apenas as ligas das seguintes cidades mandaram os seus respectivos clubes:


Sendo assim, os enfrentamentos que antes eram chaveados passaram a ser confronto diretos com jogos de ida e volta tendo os adversários uma proximidade geográfica. Isso provavelmente para ajudar nos custos do certame, porém dessa forma um jogo que poderia ser a final deste campeonato aconteceu na primeira fase eliminatória. Estou falando do embate clássico entre Sete de Setembro, e União Peixe. Essa partida reuniu as ligas interioranas mais ativas, o que deixava claro que seria um dos mais importante e acirrados jogos, tão espetacular que dois jogos não foram suficientes para se ter um vencedor, o que levou a um terceiro confronto como desempate.

É de se notar duas coisas, a quantidade de empates e o desconhecimento do placar de algumas partidas, infelizmente nas fontes que eu pesquisei não foi encontrada nenhuma informação sobre isso, o que sabemos são os nomes das esquipes que avançam para a próxima etapa, são elas Sete de Setembro, Central Barreiros, Veloz e Livramento, os quatros escretes passam para a semifinal e a disponibilidade dos jogos ficou dessa forma:

O Sete de Setembro literalmente soa a camisa para passar pelo time vitoriense do Livramento F.C., empatando em casa e ganhando no jogo de volta em terras de Tabocas do alviverde de Vitória, por cronistas da época esse é considerado um dos melhores jogos, onde os ânimos e as emoções ficaram à flor da pele. Na outra ponta, a equipe do Central Barreiros passa por cima do seu adversário Veloz F.C., literalmente passou esmagou, o agregado das duas partidas soma 10 gols para o Azulino de Barreiros, enquanto a equipe de Itapissuma, que representava na época Igarassu não balançou a rede do time adversário, primeiro jogo foi quatro a zero para o Central Barreiros, e na segunda partida foram sonoros seis a zero. As equipes avançam para a grande final são Sete de Setembro e Central Barreiro, onde terá duas partidas, sendo a última no estádio que leva o nome no homenageado dessa copa, o Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Estádio dos Aflitos, a casa do Náutico Capibaribe.

Por sorteio o primeiro jogo acontece em Garanhuns, o que cede uma grande vantagem a equipe do Sete que contou com o apoio de sua torcida, que levou ou apogeu de uma partida o gol e a vitória por um a zero, em cima do Central Barreiros, que tinha uma grande missão a essa altura... vencer uma das melhores equipes no torneio tendo teoricamente o mando de campo, contudo longe de casa, pois a partida seria no Recife.

No último jogo da final ocorrido no dia 31 de maio de 1964, as torcidas de ambas as equipes se fizeram presentes nos Aflitos agregando a eles espectadores locais que foram lá ver uma partida de futebol.

O árbitro apita e a bola rola e com poucos minutos de jogo o Sete de Setembro abre o placar e fica com uma das mãos na taça, sentindo o cheirinho do título inédito para o clube e para a Liga de Garanhuns, contudo o futebol é uma caixinha de surpresas e o jogo só termina quando o juiz apita. Sabendo disso, a equipe do Central Barreiros foi para cima dos alviverdes e reverteram o placar para 3 tentos a 1 e com isso se sagrara campeões da II Copa Pernambuco, ocorrida em 1964.

Por: Renato Zaraskyz

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